Bem inservível: o caminho completo até o leilão
Classificar, avaliar, desafetar, autorizar e só então alienar. Pular etapa aqui é o que transforma desfazimento em processo travado por anos.
Todo órgão tem um pátio, um depósito ou uma sala cheia de bem que não serve mais. O que quase nenhum tem é o processo que tira aquilo dali de forma regular.
Primeiro: classificar
Inservível não é sinônimo de quebrado. A classificação separa o bem ocioso, o recuperável, o antieconômico e o irrecuperável, e cada um segue caminho diferente. Chamar tudo de sucata é o atalho que gera responsabilização.
Ocioso: está bom e não é usado. Pode ser remanejado antes de qualquer venda.
Recuperável: o conserto custa menos que a metade do valor de mercado.
Antieconômico: funciona, mas manter custa mais do que vale.
Irrecuperável: não serve mais para a finalidade, e não compensa recuperar.
Depois: avaliar
A avaliação precisa de laudo com metodologia, e não de estimativa de quem trabalha ali há muito tempo. É esse documento que define o lance mínimo e que protege o servidor se o bem for arrematado por valor baixo.
Por último: alienar
Com a classificação e o laudo prontos, a autorização da autoridade competente e o edital são a parte mais simples. O processo trava antes, não no leilão.